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Isca araçatubinha: original é feita em madeira

Denílson Aparecido Corassa diz ser o inventor da peça

 

Arquivo / Jornal NippoBrasil / Antônio José do Carmo* / Divulgação

ARAÇATUBA- Wilma Lúcia Garcia viu os cabos de vassoura ficarem mais curtos e até desaparecerem rapidamente em sua casa. Num belo dia descobriu que o culpado do mistério era seu marido Densilson Aparecido Corassa, que resolveu construir pequenos modelos de peixes, esculpidos em madeira, usando os cabos de vassouras que eram macios e fáceis de moldar. Nascia a isca artificial “araçatubinha” no ano de 1988.

Recentemente, o NB publicou uma reportagem informando que muitas micro-empresas de Araçatuba e região estavam copiando esses modelos e que desconheciam o inventor. Denílson leu o NB e se apresentou como criador dos primeiros exemplares. Ele disse que nunca registrou o invento, pois o custo estimado em R$ 25 mil está fora de seu alcance. Mora numa casa da Cohab no bairro Traitú, extremo oeste de Araçatuba e a prestação de R$ 70 pela casa já é um compromisso limitante da renda familiar.

Na verdade tudo que ele queria era ampliar a produção, adquirindo alguns equipamentos. Ele usa tecnologia improvisada como uma enceradeira elétrica para lixar a madeira e um ventilador comum para secar a tinta. O Sebrae- Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresa, não considerou seu trabalho como artesanato e o excluiu dos benefícios de financiamento, qualificando suas iscas de produto industrial.

Abrir uma empresa? É muito para Denílson. Ele preferiu montar um site e divulgar as suas iscas. E cumprindo o ditado de que se alia ao inimigo, quando não se pode vencê-lo, Wilma Garcia juntou-se ao marido e os cabos de vassouras foram insuficientes.

Agora os dois trabalham na confecção daqueles peixinhos de 6, 7, 8 e 9 cm de comprimento por 1,5 cm de espessura e vendem para pescadores profissionais, amadores ou esportistas. Numa pescaria de tucunaré gasta-se até quatro iscas artificiais por dia.

Há vários segredos para o sucesso. O peso, a cor, o acabamento, o balanceamento. Denílson disse que há locais no rio Tietê em que o verde limão atai mais que o amarelo, por exemplo.

Toda isca tem uma quantidade de chumbo embutido na madeira. É para dar o “balanceamento”. Dentro do rio esse peso vai permitir permanência da isca em profundidade de 20 centímetros ou mais. Depende do interesse do pescador. Os tucunarés, por exemplo, são encontrados em baixa profundidade no rio Tietê.

Denílson disse que suas iscas já são utilizadas em pescarias no Rio de Janeiro, Brasília e Paraná e que a maioria de seus clientes são nikkeis. Há planos inclusive para exportar sua invenção para o Japão.


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