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Carpas coloridas criadas em Mogi das Cruzes

Na propriedade de Sainen, no bairro Porteira Preta, são produzidas dez variedades básicas de nishikigois
 


LONGEVIDADE - Nishikigoi vive, em média, cerca de 70 anos e chega a atingir 90 cm de comprimento


CRIAÇÃO - Mauro Sainen: trabalho voltado para o atacado

Arquivo NB / Antônio José do Carmo / Divulgação

O bairro de Porteira Preta, em Mogi das Cruzes, possui criação de nishikigois ou carpas coloridas criadas para fins ornamentais e comercializadas no mercado brasileiro. O mogiano Mauro Kozo Sainen é apaixonado por essa atividade com tradição familiar de mais de 40 anos.

A espécie conhecida como peixe nacional do Japão vem sendo aperfeiçoada geneticamente. “A criação de carpas é uma arte”, aponta Sainen, que tem como passatempo favorito observar os peixes e dar ração às espécies. Ele já foi alvo de reportagem da revista japonesa Nichirin, da Associação Mundial de Nishikigoi, mostrando as propriedades de Mogi das Cruzes e de Itanhaém, totalizando 78 tanques.

Nesses dois locais, são produzidas cerca de 200 mil carpas por ano. “A grande dificuldade é reproduzir uma carpa perfeita. De 200 mil espécies, apenas dez encontram-se ideais para participar de uma exposição”, comenta, comparando os obstáculos para conseguir uma espécie perfeita, assim como acontece na criação de gado. Entre os dias 11 e 13 de junho, ele estará na 25ª exposição da Associação Brasileira de Nishikigoi, no Ibirapuera (SP). Em 2003, Sainen ganhou a maior pontuação do Brasil de criação de carpas. Entre os cuidados necessários, aponta ele, está a alimentação balanceada e a filtragem da água dos tanques para evitar doenças nos peixes.

O nishikigoi vive, em média, 70 anos e chega a atingir 90 centímetros de comprimento. Sainen produz dez variedades básicas (kohaku, taisho, showa, bekko, asagui, shusui, koromo, ogon dourado, ogon platina e goshiki). O kohaku, por exemplo, tem estampa vermelha com base branca. O taisho tem estampas vermelha e preta e o bekko tem manchas pretas com base branca. Engenheiro, Sainen acabou se envolvendo nessa atividade depois do falecimento do pai e não parou mais.

O mogiano incentiva a criação de carpas. Ele faz parte da Associação Brasileira de Nishikigoi, que reúne 60 associados. De acordo com ele, esse número é inferior a países como Inglaterra, com 4 mil criadores, e Austrália, com 5 mil criadores. “Precisamos aumentar a quantidade de sócios, já que somos um país com alta descendência japonesa”, comenta.

A palavra nishikigoi pode ser dividida em duas. Nishiki significa brocado ou êxito da vida e Goi corresponde à carpa. A Associação Brasileira de Nishikigoi divulga que, em 538 a.C., o nascimento do filho mais velho de Confúcio, na China, motivou o rei Shoko a dar de presente um peixe que se denominou Koi. A terra natal da espécie é tida como Pérsia, sendo levada ao Japão, passando por China e Coréia há mil anos.

Mas foram os japoneses quem impulsionaram a criação de carpas com fins ornamentais, sendo um peixe calmo com cerca de 100 variedades. As pessoas ficam atraídas pelos peixes não apenas pela beleza das cores, mas pelo modo como vivem e pela duração de vida acabam sendo um companheiro das famílias.

Os peixes tropicais são o carro-chefe nas propriedades de Sainen, principalmente das famílias espada, plati, molinésia, barbos e ciclidios, com produção de 30 mil espécies por mês, abastecendo o mercado interno, Bolívia e Argentina. A criação acontece em ambiente úmido e fechado, com temperatura de 28 graus.

A rotatividade é diária, com trabalho voltado para o atacado. “De tanto estar em contato com os peixes, sabemos como eles estão apenas observando os aquários”, diz. Mesmo assim, os cuidados com a filtragem e a temperatura da água são constantemente acompanhados pelos funcionários. Sainen também comercializa espécies de água doce, como lagostinha, pintado, pirarucu, dourado, pacu e tambaqui em tamanhos pequenos.


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