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Arquivo NippoBrasil - Edição 189 - 15 a 21 de janeiro de 2003
Nagasaki - O berço cristão japonês
A cidade de Nagasaki foi sendo ampliada através do aterramento do mar e a ilha foi incorporada. A mesma área que antes era a ilha Dejima está sendo transformada em museu a céu aberto

A romântica Megane-bashi é a mais antiga ponte de pedra do Japão

O monumento relembra um dos mais trágicos episódios do cristianismo
 

(Reginaldo Okada / Arquivo NippoBrasil)

Nagasaki - Nas grandes metrópoles japonesas podemos agora deparar com mirabolantes e reluzentes decorações natalinas, mas a comemoração da maior festa cristã não está verdadeiramente incorporada nos costumes do povo. O cristianismo é uma religião, proporcionalmente, com poucos adeptos no país, de tal forma que não há tradição em festejar o nascimento de Cristo.

Contudo, quando se fala em cristianismo no Japão o nome de Nagasaki, tanto da cidade como da província, se destaca. Desde quando os primeiros missionários jesuítas começaram a divulgar a religião católica no país, esta região do sul do arquipélago foi a que mais seguidores encontrou e onde ainda hoje é mais forte.

Vários pontos turísticos importantes da cidade de Nagasaki nos remetem a essa história do início da relação com os ocidentais que, entre outras influências marcantes, trouxeram também o cristianismo.


Maquete da ilha Dejima, que durante 200 anos foi a única porta para os ocidentais

Os japoneses aprenderam a fazer vidro com os portugueses
 

Saga cristã


Loja matriz da fabricante de castela Fukusa-ya, que foi fundada em 1624

Em 1549, iníciou-se a saga do cristianismo no Japão. Com a permissão dos senhores feudais da parte sul do país, que estavam interessados na visitação do navio português que anualmente chegava trazendo mercadorias, tecnologia e novidades do ocidente, os missionários jesuítas puderam ali exercer suas pregações. Dois senhores feudais de regiões localizadas dentro da atual província de Nagasaki, um do clã Omura e o outro do Arima, chegaram a se converter à religião cristã.

Todavia, em 1587, ela foi proibida em todo o Japão e dez anos depois, seis missionários estrangeiros e vinte cristãos japoneses foram mortos em Nagasaki, como represália ao não cumprimento das ordens. No local do sacrifício, hoje existe um famoso monumento dedicado aos mártires, chamado Nihon 26 Seijin Junkyochi, que foi registrado em 1950, pelo Vaticano, como ponto oficial de romaria. Fica a cinco minutos a pé da Estação Nagasaki, da JR. Ao lado do monumento tem um museu sobre os mártires.

Mas foi pior para os católicos a ascensão de Ieyasu Tokugawa ao comando do país. No ano de 1614, foi decretada a expulsão de todos missionários cristãos do Japão. A partir de então o cristianismo se transformou em uma religião secreta, praticada apenas pelos chamados kakure kirishitan (cristãos escondidos).

No período Meiji (1868~1912), voltou a liberdade de crença e várias igrejas foram erguidas no país. Na cidade de Nagasaki duas se destacam como importantes pontos turísticos. A Ooura Tenshudoo (Igreja Católica Ooura) foi construída, em 1864, por um padre francês. É a igreja feita em madeira mais antiga do Japão, registrada como Tesouro Nacional. Ela fica aberta diariamente das 8h às 18h. A entrada custa ¥ 250. Fica a cinco minutos a pé da parada de bonde “Oura Tenshudoo Shita”.

A Ura Kami Tenshudoo (Igreja Católica de Ura) foi inaugurada em 1914 pelos cristãos ocultos japoneses. Ela era de estilo romanesco mas foi destruída pela bomba atômica e reconstruída em 1959. Fica aberta das 9h às 17h e encontra-se a dez minutos a pé da parada de bonde “Matsuyama-machi”.

Ilha Dejima


O bolo castela é o suvenir mais famoso de Nagasaki


Alojamento do capitão na ilha Dejima: mescla de estilos

Em 1639, os comerciantes portugueses também foram proibidos de acercar-se do Japão, sendo-lhes fechando o porto da ilha de Dejima, em Nagasaki, único local onde ainda era permitido permanecerem.

A ilha Dejima foi feita através do aterramento de uma área do tamanho de um campo de futebol na baía de Nagasaki para confinar os estrangeiros, impedindo o acesso deles em outras partes do território japonês, e somente ali praticar os negócios de importação e exportação.

Em 1641, os holandeses passaram a ocupar a ilha Dejima, assumindo completamente o comércio entre o Japão e o ocidente.

A cidade de Nagasaki foi sendo ampliada através do aterramento do mar e a ilha foi incorporada. A mesma área que antes era a ilha Dejima está sendo transformada em museu a céu aberto. Um projeto governamental vem reconstruindo as edificações nos mesmos moldes de antigamente. Entre eles, já se pode visitar a reconstituição do alojamento do capitão holandês e dois museus que contam a história da presença dos ocidentais em Nagasaki e expõem objetos encontrados em escavações no solo de Dejima.

Ela fica no centro da cidade, entre frente a parada de bonde “Dejima”, bem próximo do bairro chinês. Permanece aberta diariamente das 9h às 16h40 (de 20 de julho a 9 de outubro fica até 18h40). Tel. (095) 821-7200.

Heranças lusitanas
Os portugueses foram os primeiros europeus a pisarem em território japonês e durante décadas foram o elo de intercâmbio entre este país e o ocidente. Tão importante relacionamento não poderia deixar de legar muitas heranças que foram absorvidas e sobreviveram ao tempo.

Em Nagasaki está a mais antiga ponte de pedra do Japão, construída sobre o rio Nakajima, em 1634, com técnicas aprendidas dos portugueses. Ela é chamada de Megane-bashi (Ponte óculos) e é muito visitada pelos turistas. Fica a três minutos a pé da parada de bonde “Nigiwai-bashi”.

A herança lusitana mais célebre de Nagasaki é o bolo castela (pão-de-ló). Na cidade existem vários fabricantes desse doce, mas a considerada mais tradicional é a Fukusa-ya, que foi fundada em 1624. O primeiro dono aprendeu a fazer diretamente com os portugueses e a receita foi sendo passada aos descendentes, atualmente na décima quinta geração.

A loja matriz de Fukusa-ya fica dois minutos a pé da parada de bonde “Shian-bashi”.

 
(Colaborou Satomi Shimogo)
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